O Botafogo enfrenta forte pressão após sofrer goleada de 6 a 1 pelo Cienciano na Copa Sul-Americana. O time precisa de reação imediata no Brasileirão, enfrentando o Vitória no dia seguinte. O técnico Franclim Carvalho permanece no comando, mas o desempenho recente exige resultados.
A derrota na competição continental aproximou o clube da eliminação. Os quatro primeiros jogos após a Copa do Mundo não registraram perdas, mas o rendimento da equipe não foi satisfatório. Franclim Carvalho, anunciado em abril, ainda não definiu o time inicial, somando ao desempenho mediano um lugar nono no Brasileirão e a eliminação precoce na Copa do Brasil.
Na Sul-Americana, a chance de título era vista na fase de grupos. Para avançar, o Botafogo precisa vencer os peruanos por seis gols de diferença no Nilton Santos, ou abrir cinco gols para decidir nos pênaltis. A goleada foi tratada pelo clube como uma “vergonha”, e o treinador já se desculpou em mais de uma ocasião.
Fatores como a altitude de trechos do jogo e questionamentos sobre a arbitragem atenuaram o risco de demissão. Contudo, a cobrança por resultados se intensifica com a sequência de jogos. Após o duelo de volta com o Cienciano, o Botafogo joga contra Athletico, Flamengo e Palmeiras, três dos primeiros colocados do Brasileirão, em vinte e dois dias.
A próxima semana terá a chegada do empresário Gabriel de Alba, sócio-gerente da GDA Luma Capital Management, ao clube. Sua visita pode ganhar caráter de apreensão, visto que ele já participa de decisões no departamento de futebol e deve acompanhar o jogo de volta contra o Cienciano.


