O Bradesco BBI avalia que a temporada de balanços do segundo trimestre de 2026 pode ser um teste e uma oportunidade para investidores explorarem ações brasileiras descontadas. O banco mantém o Brasil como principal aposta na América Latina, com recomendação overweight, segundo sua equipe de estrategistas.
A projeção do banco aponta que os lucros das empresas brasileiras devem crescer expressivamente no 2T26, impulsionados pela recuperação de setores ligados a commodities e pela resiliência da atividade doméstica. A expectativa é de um avanço de 38% nos lucros estimados do MSCI Brazil em comparação ao ano anterior. Setores de commodities devem liderar os resultados, com petróleo e gás projetando alta de 119%, e materiais básicos, incluindo mineradoras, com alta de 78%.
No mercado doméstico, o Bradesco BBI projeta crescimento de cerca de 20% nos lucros. As empresas de utilities, como concessões e saneamento, devem liderar esse avanço, com crescimento estimado de 53%. Em contrapartida, o consumo discricionário é apontado como destaque negativo, com previsão de queda de 24% nos lucros.
Além dos fundamentos corporativos, os estrategistas observam a curva de juros. O banco espera continuidade de cortes moderados da Selic, o que, se confirmado, pode elevar os múltiplos das empresas e favorecer o retorno de fluxos de investidores locais. O mercado brasileiro também é visto como um dos mais baratos do mundo em termos de valuation.


