O Bradesco apresentou aos fundos de pensão acionistas da Invepar, administradora de ativos de infraestrutura como o Aeroporto de Guarulhos, uma proposta para alongar vencimentos de dívidas e alterar a governança da companhia.
A Invepar enfrenta dificuldades para honrar débitos com credores desde o ano passado, acumulando cerca de R$ 1,4 bilhão em dívidas com bancos e acionistas. Fundos de pensão, como os da Petrobras (Petros), Banco do Brasil (Previ) e Caixa (Funcef), detêm debêntures emitidas pela empresa.
A proposta do Bradesco, que integra o grupo de credores junto a BB, Itaú e BTG, inclui adiar o pagamento do principal de debêntures por uma década. O banco também ofereceu viabilizar a compra de R$ 200 milhões em ações da Invepar, o que poderia lhe garantir 25% do capital, diluindo a participação dos fundos.
Em troca, o Bradesco exige um assento no Conselho de Administração da Invepar, que passaria a ter cinco membros. O acordo também prevê o direito de indicar o diretor financeiro e estruturar a escolha de um novo CEO para o Aeroporto de Guarulhos.
Os fundos de pensão estão divididos sobre a oferta. A Previ aceitou o acordo, enquanto a Petros solicitou mais esclarecimentos, citando que a análise do valor da Invepar, estimada em R$ 600 milhões, é considerada baixa. A Invepar justificou a reestruturação como essencial para sua continuidade operacional.


