O Brasil iniciou passos para uma política de céus abertos na América do Sul, permitindo que empresas aéreas de países vizinhos tenham mais liberdade para voar entre as nações. A medida, que deve valer em um ano, facilita rotas internacionais e internas, como a de uma companhia argentina entre Brasil e Paraguai sem passar pela Argentina.
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, explicou que a nova sistemática, assinada por Brasil, Argentina e Paraguai em Assunção, permite que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) modifique a lógica de voos internacionais. Chile e Uruguai manifestaram interesse e devem aderir ao acordo na Comissão Latino-Americana de Aviação Civil (CLAC) entre 22 e 23 de julho, em Santo Domingo.
A política de céus abertos inclui a cabotagem, que autoriza empresas estrangeiras a transportar passageiros dentro do território nacional. Por exemplo, uma aeronave estrangeira pode desembarcar em Belém e seguir para Manaus, o que, segundo o ministro, aumenta voos locais e promove sustentabilidade. A medida deve entrar em vigor em 12 meses.
Para estruturar o mercado único, um grupo de trabalho será formado e contará com consultoria do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O ministro afirmou que a abertura trará mais concorrência, o que pode resultar em melhores preços e serviços para o consumidor, além de permitir que companhias brasileiras acessem novos mercados.

