O consumo de ovos no Brasil deve alcançar 301 unidades por habitante em 2026, segundo projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume representa um crescimento de até 4,5% em comparação às 288 unidades registradas em 2025, estabelecendo um novo recorde para o país.
A expansão do consumo é acompanhada pela produção, que a ABPA estima chegar a 64,8 bilhões de ovos em 2026, alta de 4,1% sobre os 62,253 bilhões de 2025. O avanço é expressivo quando comparado a 2010, quando a União Brasileira de Avicultura (UBABEF) registrou um consumo médio de 148,85 ovos por pessoa, resultando em um crescimento acumulado de 93,5% até 2025.
Dados do Painel de Uso da Worldpanel by Numerator indicam que o alimento está presente em metade dos pratos com proteína no café da manhã, onde avançou 3,8 pontos percentuais em 2026. No total das ocasiões de consumo ao longo do dia, os ovos aparecem em 16,2% das refeições, ficando atrás apenas de carne bovina e frango, apesar de um recuo de 0,7 ponto percentual no volume total de ocasiões.
A nutricionista Francine Schmidt afirma que a busca por aminoácidos essenciais para a renovação de tecidos e manutenção da massa muscular impulsiona a procura. Segundo a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA), da Universidade de São Paulo (USP), um ovo cozido de 50 gramas oferece 5,20 gramas de proteína e 62 quilocalorias. A especialista esclarece que a média de 5,8 unidades por semana serve para dimensionar o mercado e não como recomendação individual.
José Moleiro, proprietário da Granja São José, em Palmital (SP), observa que o consumidor passou a considerar a proteína e a procedência, além do preço. O produtor afirma que a maior demanda exige ajustes na frequência de entregas aos supermercados para evitar a falta de produtos nas gôndolas ou o excesso de estoque.
Para 2027, a ABPA projeta a produção de até 66,5 bilhões de unidades e um consumo médio de 312 ovos por habitante, o que representa um avanço de 3,5% sobre a estimativa de 2026.

