Brasil e China dedicarão o ano de 2026 a um programa de intercâmbio cultural denominado Ano Cultural Brasil-China. A iniciativa, comunicada pelos Ministérios da Cultura e das Relações Exteriores, busca ampliar o conhecimento mútuo e estimular parcerias entre agentes culturais das duas nações.
A agenda de 2026 sucede as celebrações dos cinquenta anos de relações diplomáticas realizadas em 2024. O projeto abrange diversas áreas, como artes visuais, patrimônio histórico, formação profissional, turismo e inovação. A coordenação envolve os ministérios da Cultura, das Relações Exteriores e do Turismo, juntamente com parceiros privados e governamentais.
A UNESCO acompanha o projeto e define diálogo intercultural como um processo de comunicação que exige interação, respeito e empatia. A organização aponta que iniciativas que usam artes e patrimônio podem facilitar essa aproximação em ambientes institucionais ou cotidianos.
Em Atibaia, interior de São Paulo, a Galeria China-Brasil exemplifica a união entre o setor público e a iniciativa privada. O empresário chinês Jun Chen afirmou que a combinação de gastronomia, arte e encontros profissionais abre portas para o público. Para ele, a cultura aproxima pessoas antes de haver negociação de negócios.
Chen ressaltou que as interações culturais podem reduzir a distância entre agentes de mercados diferentes, facilitando a compreensão de códigos e expectativas. Contudo, ele alertou que tais encontros não substituem os procedimentos formais, como verificações contratuais e regulatórios.


