O Brasil se prepara para um dos episódios de El Niño mais intensos desde 1950. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) indica mais de noventa por cento de probabilidade de o fenômeno atingir intensidade ‘muito forte’ até o início de 2027.
O modelo europeu ECMWF projeta um pico de anomalia térmica acima de 3°C entre setembro e dezembro, o que classificaria o evento como ‘Super El Niño’. O Instituto ClimaInfo, que agrega dados do Inpe, Inmet e ANA, já registrou aumento de chuvas no Rio Grande do Sul, padrão esperado para o início do fenômeno.
Os efeitos previstos incluem mais chuva concentrada no Sul, estiagem no Norte e no Nordeste, e elevação das temperaturas em todo o território nacional. O risco de incêndios florestais cresce na Amazônia e no Cerrado devido à combinação de calor e seca.
Eventos climáticos extremos já geram custos elevados; levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e EY mostrou que prejuízos entre 2022 e 2024 somaram R$ 184 bilhões, dos quais apenas nove por cento foram cobertos por seguros.
Pesquisadores reforçam que o fenômeno tende a perdurar com intensidade forte ou muito forte no primeiro semestre de 2027. A recomendação das autoridades é reforçar o planejamento contra ondas de calor e riscos de incêndio.

