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Mundo

Brasil enfrenta provável Super El Niño com riscos climáticos

Carla Fernandes
Última atualização: 21 de agosto de 2026 11:30
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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O Brasil se prepara para um dos episódios de El Niño mais intensos desde 1950. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) indica mais de noventa por cento de probabilidade de o fenômeno atingir intensidade ‘muito forte’ até o início de 2027.

O modelo europeu ECMWF projeta um pico de anomalia térmica acima de 3°C entre setembro e dezembro, o que classificaria o evento como ‘Super El Niño’. O Instituto ClimaInfo, que agrega dados do Inpe, Inmet e ANA, já registrou aumento de chuvas no Rio Grande do Sul, padrão esperado para o início do fenômeno.

Os efeitos previstos incluem mais chuva concentrada no Sul, estiagem no Norte e no Nordeste, e elevação das temperaturas em todo o território nacional. O risco de incêndios florestais cresce na Amazônia e no Cerrado devido à combinação de calor e seca.

Eventos climáticos extremos já geram custos elevados; levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e EY mostrou que prejuízos entre 2022 e 2024 somaram R$ 184 bilhões, dos quais apenas nove por cento foram cobertos por seguros.

Pesquisadores reforçam que o fenômeno tende a perdurar com intensidade forte ou muito forte no primeiro semestre de 2027. A recomendação das autoridades é reforçar o planejamento contra ondas de calor e riscos de incêndio.

TAGGED:chuvasclimaEl Niñoondas-de-calorsecasuper-el-niño
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