O governo brasileiro iniciou o procedimento de Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos. A ação ocorre após Washington ampliar barreiras comerciais sobre produtos brasileiros, incluindo uma tarifa adicional de vinte e cinco por cento anunciada em quinze de julho.
O processo estabelece uma fase de consultas diplomáticas entre os dois governos antes de qualquer contramedida. O aumento das cobranças americanas atingiu mercadorias sob a alegação de que o Brasil não impede a importação de produtos feitos com trabalho forçado, podendo chegar a trinta e sete vírgula cinco por cento em alguns casos.
O economista Leonardo Ferraz afirmou que o início do procedimento marca uma mudança na postura brasileira, mas não implica retaliação imediata. Segundo Ferraz, as consultas mantêm a negociação como foco principal e demonstram que o país possui instrumentos para responder às ações americanas.
A escolha de uma resposta também deve considerar os impactos internos na economia brasileira. Ferraz declarou que uma retaliação que inclua produtos importados dos EUA pode aumentar custos de empresas que dependem desses insumos. Em Goiás, a Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (SIC) alertou para este risco.
Em Anápolis, noventa vírgula oito por cento dos quarenta e seis milhões de dólares importados dos Estados Unidos no primeiro semestre eram destinados a medicamentos, vacinas e soros. O secretário da SIC, Joel de Sant’Anna Braga Filho, comentou que o agronegócio goiano pode ser afetado pela importação de máquinas e componentes de alta tecnologia.


