O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB) abriu investigação sobre um incidente ocorrido em 4 de agosto próximo ao Aeroporto Ronald Reagan, em Washington. O episódio envolveu o Marine One, helicóptero que transportava o presidente Donald Trump, e um Embraer E-170, da companhia Envoy Air.
O Brasil foi notificado sobre o caso na quinta-feira (27). A participação do país na apuração ocorre porque o E-170 é uma aeronave de projeto brasileiro, fabricada pela Embraer. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) atuará como representante do Estado responsável pelo projeto, seguindo as normas da Organização de Aviação Civil Internacional (ICAO).
Segundo o NTSB, o Marine One e o voo 3742 da Envoy Air chegaram a ficar a aproximadamente 3 quilômetros de distância. O órgão classificou a ocorrência como uma “perda de separação”, termo técnico utilizado quando aeronaves ficam abaixo dos limites previstos de afastamento.
Um relatório divulgado na quinta-feira apontou que falhas de comunicação entre o helicóptero presidencial e o controle de tráfego aéreo são um dos principais elementos sob investigação.
A apuração analisará as comunicações e os procedimentos adotados pelas equipes envolvidas para determinar as circunstâncias que levaram à proximidade excessiva entre as aeronaves.


