O Brasil recebeu 34.346 refugiados entre janeiro e junho de 2026. Os principais grupos migratórios são cubanos, venezuelanos e haitianos. Esses números integram o total de 548.204 solicitantes de asilo registrados no país desde 2016.
O Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra) aponta que o estado de Roraima concentra a maior parte das chegadas, devido à proximidade com a Venezuela e Guiana. Nos dez anos mais recentes, a região norte do país recebeu 331 mil refugiados, o que representa 60% de todas as entradas nacionais.
Em 2025 e no primeiro semestre de 2026, os cubanos passaram a liderar os registros de refúgio. O fluxo migratório da ilha cresceu devido à intensificação de apagões de energia, consequência do embargo imposto a partir de janeiro de 2025.
Enquanto isso, a situação na Venezuela levou parte de seus cidadãos a optar por permanecer ou retornar ao país, devido à perspectiva de mudança econômica sob tutela dos Estados Unidos. Os haitianos figuram como o terceiro maior grupo, com 1.405 pedidos registrados no primeiro semestre de 2026.


