Moradores brasileiros nos países bálticos, como Estônia, Letônia e Lituânia, vivem em um cenário de alerta devido à proximidade com a Rússia. Os países reforçaram a preparação civil após o conflito na Ucrânia, que transformou o cenário de segurança europeu.
Testes de sirenes em Tallinn, capital da Estônia, demonstram o estado de prontidão dos países. Camila Conti, residente na região há dois anos, relatou sentir desconforto com os alertas, mas questiona a razão de um sistema de testes existir.
A invasão russa à Ucrânia em fevereiro de dois mil e vinte e dois reacendeu preocupações na região. Os três países bálticos aumentaram os gastos militares, com a Estônia prevendo 5,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em defesa em dois mil e vinte e seis. A Lituânia já ultrapassou a marca de cinco por cento.
O professor de relações internacionais da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Günther Richter Mros, afirmou que a invasão russa reforçou uma memória histórica. Os países buscaram a proteção da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em dois mil e quatro, após décadas sob domínio soviético.
De acordo com dados do Ministério das Relações Exteriores, cerca de 1,2 mil brasileiros residem nos três países. Enquanto alguns, como Ana Meis, mantêm a tranquilidade diária, outros, como Iago Bresciani, afirmam não ter preparo para uma eventual emergência.


