A Braskem acelera conversas com credores em meio à dívida de US$ 10,3 bilhões. O diretor financeiro da companhia afirmou que as negociações com bancos e detentores de títulos ocorrem de forma construtiva, priorizando a reestruturação da empresa.
As discussões com os credores têm sido frequentes, segundo Carlos Brandão, diretor financeiro e de relações com investidores da Braskem. A companhia dialoga com dois grupos principais: credores do mercado financeiro bancário e detentores de bonds. Brandão declarou que a reestruturação é a prioridade estratégica de curto prazo.
A empresa obteve uma tutela cautelar em 25 de junho na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca da Capital de São Paulo. O prazo dessa medida, que suspende execuções de credores, termina em 24 de agosto, intensificando as negociações.
No segundo trimestre, a IG4 Capital tornou-se acionista e passou a dividir a gestão com a Petrobras. O presidente da Braskem, Hélcio Tokeshi, disse que a nova fase visa construir uma companhia financeiramente sólida e competitiva. No período, a Braskem registrou lucro líquido de R$ 3,326 bilhões, revertendo prejuízo de R$ 267 milhões do ano anterior.


