O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, protocolou seu pedido de renúncia ao cargo nesta segunda-feira (31). Aos 48 anos, Dantas deixa a corte de contas para assumir a posição de CEO da Avibras, empresa do setor de defesa em processo de aquisição pelos empresários Joesley e Wesley Batista.
Em carta oficial, Dantas afirmou que encerra o ciclo com a convicção de que a rotatividade nos altos cargos do país é uma virtude. O ministro, que iniciou a trajetória no serviço público em 1998, disse que a decisão foi amadurecida com a família e que pretende se dedicar a projetos de interesse nacional em áreas estratégicas e à vida acadêmica.
A saída abre uma disputa pela cadeira no tribunal. Segundo a apuração, o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) é o favorito para a sucessão. O presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) é apontado como o principal entusiasta da indicação.
Nos bastidores do Congresso, senadores classificam a possível ida de Pacheco ao TCU como um “prêmio de consolação”, dado que o parlamentar não conseguiu vaga no Supremo Tribunal Federal. O processo de escolha agora recai sobre a cota do Legislativo.
Das nove vagas que compõem o TCU, seis são preenchidas por indicações diretas do Congresso Nacional, divididas igualmente entre a Câmara dos Deputados e o Senado Federal. As três vagas restantes ficam a cargo de indicação do presidente da República.

