Warren Buffett mantém três empresas como pilares de seu portfólio de investimentos: Apple, Coca-Cola e Alphabet. A estratégia, baseada na filosofia de não vender negócios que se tornam favoritos, reflete vantagens duradouras em cada companhia.
A Apple representa a maior participação da Berkshire Hathaway, com cerca de 22% do portfólio no primeiro trimestre de dois mil vinte e seis. Buffett adquiriu a ação em dois mil dezesseis, apesar da relutância histórica em investir em tecnologia. A empresa se beneficia de um ecossistema que prende clientes, gerando receita alta por meio de serviços.
Coca-Cola, comprada em mil novecentos e oitenta e oito, nunca teve suas ações vendidas. Esse investimento gerou um retorno composto notável. Anualmente, as ações geram aproximadamente 848 milhões de dólares em dividendos, segundo dados de análise de mercado. O modelo de negócio da companhia é capital leve, pois ela vende xarope a parceiros terceirizados.
Alphabet entrou no grupo mais recentemente, com um aporte de dez bilhões de dólares. O crescimento da empresa se dá pela dominância do serviço de busca, que gera receita publicitária estável. Além disso, o Google Cloud se consolidou como um competidor de grandes provedores de nuvem, e a companhia desenvolve seus próprios chips para inteligência artificial.
As três empresas se qualificam no critério de Buffett por possuírem poder de precificação e capacidade de gerar retornos elevados sem precisar reinvestir capital maciço. Contudo, a análise aponta riscos, como a regulamentação no caso da Apple e Alphabet, e a mudança de hábitos de consumo na Coca-Cola.


