Cerca de trinta cães foram deixados no bairro do Tapanã, em Belém, após a mudança de famílias indígenas Warao para um novo abrigo no distrito de Outeiro. Os animais, que conviviam com os refugiados, enfrentam fome, sede e doenças.
A prefeitura informou que a nova sede não possui espaço físico para abrigar os animais domésticos. A situação gerou protestos de defensores de animais na capital paraense. Os cães vagam pelas ruas próximas ao antigo abrigo, revirando lixo em busca de alimento.
Voluntários atuavam no local há três anos, onde mais de cem cães eram cuidados. Em março deste ano, eram cinquenta animais. Atualmente, restam menos de quarenta, redução causada por surto de cinomose e parvovirose ocorrido há sete meses.
A transferência das famílias ocorreu em junho deste ano, seguindo determinação da Justiça Federal. A mudança só se concretizou após a aplicação de multas de R$ 1 milhão à Prefeitura de Belém e de R$ 1 milhão ao Governo do Pará pelo descumprimento de prazos.
A Comissão de Defesa dos Direitos dos Animais (CDDA) da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará (OAB-PA) acompanha o caso desde março, relatando o agravamento da crise sanitária. Os protetores pedem autorização para acessar a área e dar continuidade aos tratamentos dos animais.


