Caetano Veloso completou 84 anos nesta data, e o texto celebra a permanência da juventude criativa do artista. A obra discute como a idade real de um criador reside nos seus tempos mais fecundos, superando a aparência física.
O autor afirma que a idade verdadeira de um artista é aquela que resiste na memória de seus períodos mais produtivos e rebeldes. Em vez de se preocupar com a forma física, o foco recai sobre a essência criativa. Os artistas mencionados enfrentaram a ditadura, vivendo em condições de resistência, como se dormindo no chão, em alusão a figuras históricas.
Em 1972, houve uma discussão sobre a grandeza musical, na qual o autor relata um diálogo com um indivíduo chamado Vargas. Vargas afirmou que Caetano Veloso era o melhor compositor da música popular brasileira, um debate que ocorreu enquanto os compositores desafiavam o fascismo no Brasil.
O texto conclui que os grandes compositores mantiveram a permanência do ser da juventude, lutando como se pudessem ter a eternidade. A idade cronológica, segundo o autor, não deve ser o critério para compreender a marcha dos dias de um criador.


