O candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, propôs nesta segunda-feira (31) a classificação de facções criminosas como grupos de terrorismo doméstico. A medida visa ampliar a atuação das forças de segurança contra o narcotráfico sem a necessidade de acionar operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).
A proposta altera a lógica da Lei Antiterrorismo brasileira, que atualmente vincula o crime a atos motivados por xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião. Segundo Caiado, a mudança permitiria que todas as forças de segurança habilitadas combatessem o crime organizado de forma mais direta.
O candidato sugeriu a construção de 40 presídios de segurança máxima em território nacional, com custo estimado em R$ 3 bilhões. Ele afirmou que as unidades prisionais funcionam hoje como quartéis-generais do narcotráfico, onde detentos recebem proteção do Estado enquanto coordenam crimes no exterior.
Outra medida apresentada é a criação de um Ministério da Segurança Pública, que contaria com uma rede de inteligência voltada ao combate ao crime organizado. O plano prevê a ampliação do uso de inteligência artificial e tecnologias de monitoramento, baseando-se na experiência do governo de Caiado em Goiás.
Para enfrentar crimes transnacionais, o candidato defendeu a formação da Sulpol, uma polícia sul-americana de cooperação entre o Brasil e países vizinhos. A estrutura seria composta por setores de inteligência e batalhões especializados em lavagem de dinheiro, tráfico de armas e de drogas.
Caiado informou que as Forças Armadas, incluindo Exército, Marinha e Aeronáutica, devem concentrar esforços na proteção das fronteiras. Paralelamente, o governo federal deveria ampliar a integração com os estados no combate às organizações criminosas.

