Ronaldo Caiado, candidato à Presidência, propôs a criação de uma classificação legal para facções criminosas como organizações de terrorismo doméstico. A proposta foi apresentada durante sabatina na quinta-feira, 20, e incluiu críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao senador Flávio Bolsonaro.
O ex-governador de Goiás abordou temas de segurança e economia, defendendo seu histórico no agronegócio. Caiado questionou a conduta do presidente diante de suspeitas envolvendo seu filho e mencionou o ex-chefe de gabinete da Presidência. O candidato afirmou que governar não consiste em apoiar familiares envolvidos em corrupção.
Em relação à segurança pública, a ideia é permitir ações mais firmes do governo federal em áreas dominadas por grupos como o Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho. Outra medida sugerida é ampliar as prerrogativas dos governadores para legislar sobre crimes, com apoio de inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras e da Receita Federal.
Caiado também manifestou oposição a qualquer intervenção dos Estados Unidos no combate ao narcotráfico no país. Sobre o agronegócio, ele defendeu o setor desde antes da popularização de termos como “agro tech” e apoiou a mudança do regime de trabalho de seis para cinco dias, com dois dias de descanso semanal.

