O candidato à Presidência, Ronaldo Caiado, detalhou em São Paulo seu projeto de segurança pública, que propõe enquadrar facções como milícias, PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas domésticas. O plano estabelece punições rigorosas, como penas mínimas de até 45 anos para quem integrar esses grupos.
O documento prevê a criação da Lei do Terrorismo Doméstico, que classificaria milícias e facções sob essa definição, independentemente de motivações ideológicas, explicou Caiado. Além disso, a lavagem de dinheiro e o financiamento dessas organizações teriam pena mínima de 35 anos.
O programa, denominado Operação Reconquista, inclui a integração das Forças Armadas no enfrentamento ao crime, dispensando a necessidade de acionamento da Garantia da Lei e da Ordem (GLO). O plano também prevê o uso das Forças Armadas para recuperar áreas da Amazônia e fronteiras dominadas pelo crime.
Outras medidas propostas abrangem o confisco de bens de condenados por feminicídio, com repasse aos familiares das vítimas, e a responsabilização de menores por crimes graves com pena de adulto. Caiado afirmou que o plano visa restaurar a soberania nacional, que ele declarou ter sido comprometida.

