A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido recorrente de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 5,9% na comparação com o mesmo período de 2025. No acumulado do primeiro semestre, o lucro somou R$ 7,4 bilhões, queda de 17,6% em relação ao primeiro semestre do ano anterior.
Segundo a instituição, a redução do resultado semestral foi influenciada pelo efeito positivo da Resolução 4.966 no primeiro semestre de 2025, que reduziu as despesas de provisões de crédito na época. A receita de intermediação financeira no segundo trimestre foi de R$ 68,7 bilhões, alta de 14,4% ante o mesmo período de 2025.
A carteira de crédito alcançou R$ 1,448 trilhão em junho de 2026, crescimento de 11,9% em um ano. O crédito imobiliário somou R$ 1,005 trilhão, alta de 15%. Já as carteiras de comercial, infraestrutura e agronegócio totalizaram R$ 270,4 bilhões, R$ 110,5 bilhões e R$ 62,3 bilhões, respectivamente.
O índice de inadimplência terminou junho de 2026 em 3,64%, alta de 0,98 ponto percentual contra junho de 2025. No entanto, o indicador recuou 0,07 ponto percentual em relação a março de 2026. A Caixa informou que 91% do saldo da carteira estava classificado no Estágio 1, com predominância de operações garantidas.
As captações totalizaram R$ 2,052 trilhões em junho, alta de 13% na comparação anual. A poupança chegou a R$ 405,6 bilhões, com 39,7% de participação de mercado. As letras somaram R$ 308,8 bilhões, com destaque para as imobiliárias, que atingiram R$ 271,2 bilhões.
No âmbito sustentável, a carteira atingiu R$ 913,6 bilhões em junho, alta de 11,8%. Em julho de 2026, o banco captou US$ 227,8 milhões junto à Agence Française de Développement para financiar projetos de saneamento básico, gestão de recursos hídricos e tratamento de resíduos sólidos.
Desde junho de 2025, a Caixa abriu 5,2 milhões de contas digitais, sendo que 42% pertencem a clientes com até 25 anos. A instituição informou que o Super App Caixa está em fase de beta aberto para um grupo limitado de clientes.

