A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido recorrente de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 5,9% em comparação ao mesmo período do ano passado. O resultado, divulgado nesta quarta-feira (26), reflete a expansão do crédito imobiliário, embora o banco tenha enfrentado aumento da inadimplência e das provisões para perdas.
A carteira total de crédito da instituição atingiu R$ 1,448 trilhão em junho, crescimento de 11,9% em 12 meses. O segmento imobiliário segue como a principal atividade do banco, representando 69,4% do total. O saldo dessa modalidade chegou a R$ 1,005 trilhão, com contratações que somaram R$ 137,6 bilhões entre abril e junho, alta de 29,3% na comparação anual.
A margem financeira, referente aos ganhos com operações de juros, foi de R$ 19,7 bilhões no trimestre, alta de 20,2% em um ano. Outras áreas também cresceram: o crédito para pessoas físicas subiu 8,7%, totalizando R$ 156,5 bilhões, e o crédito para empresas avançou 6,5%, somando R$ 113,9 bilhões.
A inadimplência global, com atrasos superiores a 90 dias, subiu para 3,64%, contra 2,66% no mesmo período de 2025. O índice mais crítico foi registrado no agronegócio, que saltou de 7,02% para 20,74%. Nas demais carteiras, a inadimplência foi de 6,29% para pessoas físicas, 14,05% para pessoas jurídicas e 1,45% no crédito imobiliário.
Devido ao risco, a Caixa elevou as provisões para perdas de crédito para R$ 6,97 bilhões no trimestre, alta de 97,6% em um ano. O banco informou que a concentração em financiamentos habitacionais e operações com garantias ajuda a reduzir as perdas esperadas e estabilizar o crédito.
Apesar do lucro trimestral, o resultado do primeiro semestre somou R$ 7,4 bilhões, queda de 17,6% em 12 meses. A rentabilidade, medida pelo retorno sobre o patrimônio líquido (ROE), recuou 2,7 pontos percentuais, fixando-se em 9,16%. A receita com serviços foi de R$ 7,54 bilhões, enquanto as despesas administrativas somaram R$ 11,44 bilhões.


