A Califórnia votará em novembro uma medida que propõe um imposto único de cinco por cento sobre a riqueza de bilionários. O debate sobre a aplicabilidade da taxação gerou confrontos entre um investidor e um deputado estadual, expondo dificuldades operacionais da proposta.
Mark Cuban criticou a defesa do deputado Ro Khanna sobre o imposto proposto. Segundo o investidor, a taxação de riqueza que não está em caixa apresenta problemas, especialmente para fundadores de startups. Cuban argumentou que, se a fortuna estiver em ações da empresa, o fundador não possui o dinheiro para pagar a dívida tributária.
Khanna propôs uma solução via empréstimo governamental, onde o estado emprestaria o valor aos fundadores, garantido por suas ações. Cuba respondeu que isso faria a Califórnia se tornar sócia em empresas privadas, o que geraria questões de governança.
A proposta, formalmente chamada de Lei de Imposto de Bilionários, visa arrecadar perto de cem bilhões de dólares, com noventa por cento destinados à saúde. Analistas do estado alertam que a saída de bilionários pode causar perda de milhões em receita de imposto futuro.
O debate também envolve a questão constitucional sobre a tributação de ganhos não realizados. Enquanto alguns executivos com estruturas de ações líquidas não seriam afetados, o foco de Cuban é o empreendedor em fase inicial, que gera novas empresas.

