A campanha de Flávio Bolsonaro procurou o marqueteiro Paulo Vasconcelos após a saída do profissional do comando de comunicação de Ronaldo Caiado. O senador Rogério Marinho contatou Vasconcelos e sugeriu uma conversa com Duda Lima, mas o publicitário recusou a aproximação.
Vasconcelos deixou o quartel-general de Caiado em meio a discordâncias sobre a direção da campanha. Um dos pontos de atrito era a estratégia de intensificar ataques ao candidato do PL. A ofensiva buscava aumentar a visibilidade de Caiado nas redes sociais e no pleito presidencial.
Os bastidores da campanha revelaram debates sobre o alcance do confronto. Enquanto parte da equipe apostava que atacar Flávio daria tração a Caiado, outro diagnóstico apontava que focar no adversário poderia impedir que o governador consolidasse uma mensagem própria antes da propaganda eleitoral.
O episódio envolvendo Romeu Zema foi citado como alerta para os riscos desse confronto. Zema atacou Flávio após um áudio em que o senador negociava financiamento de um filme. O núcleo de comunicação de Caiado utilizava esse caso para sinalizar o perigo de buscar repercussão imediata sem garantir crescimento eleitoral.
As divergências iam além da relação com Flávio. Integrantes da equipe também reclamavam da falta de coordenação nas decisões estratégicas e da participação da família de Caiado nesses processos. Vasconcelos, que comandou o marketing de Aécio Neves em 2014, permanece na comunicação do governador Mateus Simões em Minas Gerais.

