A Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PV e PC do B, apresentou quatro representações ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste sábado (29). As ações questionam a conduta de Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), além do vereador Lucas Pavanato (PL), por disseminação de informações falsas e abuso de poder.
Uma das principais denúncias foca na Festa do Peão de Barretos, no interior de São Paulo. A coligação afirma que a chapa de Flávio Bolsonaro utilizou estrutura profissional de som e luz para realizar um comício disfarçado para 60 mil pessoas, com patrocínio de empresas privadas e órgãos estatais. O grupo pede a cassação do registro da chapa e a inelegibilidade do candidato por financiamento empresarial indevido.
A federação também questiona vídeos produzidos com deepfake que associam o presidente Lula à palavra “bandido”. O conteúdo, publicado em 20 de agosto no Instagram, X, TikTok, Facebook e YouTube, teria sido divulgado em parceria por Lucas Pavanato e Flávio Bolsonaro, com posterior reprodução por Romeu Zema. O material alcançou 19,6 milhões de visualizações.
Para esse caso, os advogados pedem a remoção do vídeo em 24 horas, a proibição de novas publicações e multa diária. A coligação solicita ainda o pagamento de até R$ 30 mil por cada ofensa à honra do presidente.
Outra ação aponta que Flávio Bolsonaro teria associado o governo federal ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV) durante lançamento de campanha na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Segundo o PT, a fala é manipuladora e capaz de desequilibrar o pleito. O vídeo do discurso superou 1,7 milhão de visualizações.
Por fim, a coligação pede a proibição de publicações de Ronaldo Caiado. O candidato do PSD afirmou, em entrevista concedida no dia 25 de agosto, que o narcotráfico na Amazônia ocorre com a conivência de Lula e que o PT mantém uma “vida umbilical” com o tráfico, chamando o presidente de “o grande agiota no Brasil”.


