A Coligação Brasil Pronto Pra Mais, que apoia a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pediu à Justiça Eleitoral a cassação do registro e a declaração de inelegibilidade por oito anos do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, e de seu vice, Alfredo Gaspar (PL-AL).
A ação, protocolada no sábado (29), cita abuso de poder econômico durante a Festa do Peão de Barretos, ocorrida entre 20 e 30 de agosto, no interior de São Paulo. A coligação afirma que o grupo político adversário se apropriou do evento para fins eleitorais.
Segundo a campanha de Lula, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) convocou Flávio ao palco principal e o apresentou ao público como herdeiro político do projeto do ex-presidente Jair Bolsonaro. A representação diz que houve pedido explícito de votos e que o senador se declarou o futuro presidente do Brasil.
Os advogados sustentam que a estrutura da festa, financiada por órgãos públicos e empresas privadas, foi utilizada para promover o candidato. O texto classifica a situação como um showmício disfarçado e doação indireta de fonte vedada.
A peça argumenta que o ocorrido não foi uma manifestação espontânea ou improvisada, mas um ato político organizado e inserido na programação do evento. Além da inelegibilidade, a coligação pede a intimação do Ministério Público Eleitoral para investigar possíveis ilícitos criminais e eleitorais.
A ação solicita ainda que as empresas e os organizadores da Festa do Peão de Barretos sejam intimados no processo.


