O Campo Olímpico de Golfe, localizado na Barra da Tijuca, está no centro de uma disputa judicial envolvendo a prefeitura do Rio e a Tanedo S/A contra a CRF Empreendimentos. A ação questiona o uso do espaço, que sediou torneios internacionais nos últimos dez anos, e as alterações urbanísticas feitas no entorno.
A prefeitura acusa a operadora de desvirtuar o uso do equipamento, alegando degradação ambiental. Segundo a prefeitura, a CRF teria construído um campo de futebol, promovido festas privadas e usado o terreno descampado para pousos de helicópteros, em vez de apenas partidas de golfe. Um laudo do Instituto Carlos Éboli (ICE), produzido em março, constatou a remoção de vegetação, reforçando as alegações.
A CRF nega irregularidades e mantém a gestão do campo por força de liminares. O empresário Carlos Favoretto, dono da CRF, argumentou na Justiça que o contrato previa receitas acessórias e que a manutenção anual do espaço custa R$ 12 milhões, valor que não é coberto apenas com torneios e aluguel.
A parceria entre a prefeitura e a CRF foi estabelecida após a necessidade de investimento privado, visto que obras de R$ 60 milhões seriam necessárias para o campo. Em troca, a prefeitura alterou regras de construção no entorno, liberando 22 prédios de 22 andares, em vez de 96 prédios de seis andares, o que reduziu a área total construída em 100 mil metros quadrados.

