O candidato do PT ao governo de Minas Gerais, Patrus Ananias, declarou nesta quinta-feira, 20, que não federalizará a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) e a Cemig. Ele afirmou que manterá a Copasa privatizada, contanto que a companhia atenda aos compromissos de água e saneamento básico.
As declarações ocorreram durante sabatina de veículos de comunicação. Patrus diferenciou as áreas que exigem presença estatal daquelas onde a participação privada deve aumentar. Sobre a Cemig, o candidato argumentou que o fornecimento de energia afeta diretamente a vida da população, citando hospitais, escolas e postos de saúde. Ele avaliou que Cemig e Codemig devem permanecer estatais por estarem ligadas ao interesse público.
A posição sobre a Copasa é condicionada. Embora o plano de governo preveja revisão da privatização, Patrus explicou que a fiscalização dos compromissos de abastecimento definirá a manutenção da operação. O candidato disse que, se as obrigações não forem cumpridas, a situação será rediscutida com o Legislativo e o Judiciário.
A discussão sobre os ativos estaduais também abordou a dívida de Minas Gerais. Patrus afirmou que o estado honrará seus compromissos, mas buscará novas condições com o governo federal, como alongamento de prazo ou uso de investimentos públicos em áreas como saúde e educação para abater o débito.

