O candidato a governador de Minas Gerais pelo Republicanos, Cleitinho Azevedo, defendeu a prefeita de Frei Gaspar, em Minas Gerais, por seu apoio ao Republicanos, apesar de ser filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT). A atitude pode ser classificada como infidelidade partidária, segundo o partido.
A prefeita manifestou apoio público a Cleitinho Azevedo em publicação em sua rede social. Ela divulgou material de campanha ao lado do candidato e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em nota, a presidente do PT em Minas, deputada estadual Leninha, informou que o diretório analisará a conduta da gestora para verificar se há infração ao estatuto do partido.
Cleitinho Azevedo declarou solidariedade à prefeita e pediu que o PT não aplique punições. O candidato afirmou que seu apoio se deve a uma emenda destinada a obra de ponte em Frei Gaspar, ressaltando que o recurso é do povo. Ele disse que, se eleito governador, continuará a fazer o mesmo.
A Lei dos Partidos Políticos prevê que a infidelidade partidária ocorre quando um político abandona a legenda sem justificativa ou não segue suas diretrizes. No caso da prefeita, o desvio pode levar à suspensão ou desligamento da agremiação, sem risco de perder o cargo municipal. Para concorrer em futuras eleições, ela precisará se filiar a um novo partido.

