Renan Santos, candidato do partido Missão à presidência da República, defende o fim da Justiça do Trabalho no Brasil. Ele afirmou que as questões trabalhistas devem ser resolvidas no âmbito da Justiça Cível, durante evento em Brasília.
As declarações ocorreram nesta terça-feira, dia 18, no encontro promovido pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs). Santos argumentou que a legislação trabalhista atual é inadequada e que a Justiça do Trabalho possui uma lógica que gera tensão entre empregadores e empregados.
O candidato declarou que a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) “já deu, já era”. Ele propôs que as relações entre particulares sejam tratadas exclusivamente pela Justiça Cível. Santos também criticou o custo do sistema judicial trabalhista, dizendo que ele “custa mais caro que os próprios resultados dela”.
Além disso, Santos manifestou-se contra o fim da escala 6×1, afirmando ter sido o único candidato a discursar contra a mudança. Questionado sobre a CLT, ele disse que irá discutir a manutenção da lei, possivelmente somada a outros modelos, e citou a criação de alternativas para formalizar microempreendedores individuais (MEIs).

