Um levantamento baseado nos registros do DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), identificou que candidatos a deputado estadual e federal em Goiás utilizam nomes de urna que fogem do padrão tradicional. A estratégia busca atrair a atenção do eleitor por meio de apelidos, referências profissionais, religiosas e patentes militares.
Entre as identificações mais incomuns estão nomes como Zé do Caixão, Papacapim, Juarez Explosão, Foguinho e Rosangela Cheirosa. Outras candidaturas apostam em referências como Denice Patroa do Brasil, Chorão Caminhoneiro e Bola de Fogo Zero Meia Dois para se diferenciar na disputa por vagas na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) e na Câmara dos Deputados.
A lista de registros mostra a incorporação de atividades comerciais e rotinas de trabalho. Aparecem nomes como Mara do Quiosque, Carlin da Oficina, Galego da Ferragista e Vanessa do Salão. No setor de alimentos, destacam-se Baiano do Picolé, Mauro do Alho e Betinha da Laranja.
Profissões tradicionais também aparecem em dezenas de candidaturas, especialmente a de professor. Na área da saúde, há registros de enfermeiros e profissionais da enfermagem, incluindo casos de acúmulo de funções, como Professor Cleidomar Enfermeiro.
A segurança pública e a religião também moldam as urnas. Mais de 20 candidatos a deputado estadual utilizam patentes como sargento, tenente, major, subtenente e cabo. Já a fé é representada em mais de 15 candidaturas com termos como Pastor, Pastora, Missionária, Irmão, Irmã ou Padre.
Ainda constam no sistema do TSE pelo menos 15 candidatos que utilizam os títulos de Dr. ou Dra. Além disso, a tentativa de proximidade com a população aparece em nomes como Juninho do Povão, Marquinho do Povo, Paulo Sérgio do Povo e Salomão do Povo.


