Sabatinas com seis candidatos à Presidência da República, realizadas entre segunda-feira (24) e sábado (29), concentraram-se em propostas de governo e temas polêmicos, como a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e a relação com o Supremo Tribunal Federal (STF).
Romeu Zema (Novo) defendeu a anistia aos envolvidos no 8 de janeiro, negou tentativa de golpe de Estado e criticou os ministros do STF, a quem chamou de “casta intocável”. O candidato propôs a construção de um superpresídio para líderes de facções criminosas e manifestou-se contra a obrigatoriedade da vacinação.
Ronaldo Caiado (PSD) focou na segurança pública e propôs uma força policial integrada na América do Sul. Na economia, prometeu PEC para limitar despesas federais à inflação, com teto de 50% do PIB, e defendeu anistia ampla e irrestrita, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Renan Santos (Missão) sugeriu a adoção de um regime de exceção para combater o crime organizado, inspirado no modelo de El Salvador. O candidato defendeu a produção de armas nucleares pelo Brasil e afirmou que não cumpriria decisões do STF que considerasse ilegais.
Lula da Silva (PT) dedicou mais da metade de sua entrevista a questionamentos sobre investigações envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, e membros do governo. O presidente defendeu a responsabilidade fiscal e a continuidade da gestão atual como argumento para a reeleição.
Flávio Bolsonaro (PL) foi questionado sobre acusações de “rachadinha” e sua relação com o Banco Master. O candidato afirmou que respeitará o resultado das eleições e justificou que a movimentação envolvendo Daniel Vorcaro tratava-se de patrocínio para um filme sobre seu pai.
Augusto Cury (Avante) propôs a redução do número de ministérios para no máximo dez, com a criação de uma pasta de Inteligência Artificial e Robótica. O candidato sugeriu dividir o BNDES em duas estruturas e transformar escolas públicas em polos de empreendedorismo.

