Os candidatos à Presidência da República apresentam estratégias diferentes para enfrentar os impactos das apostas on-line em seus planos de governo. As propostas variam entre a proibição da publicidade, a restrição de uso de recursos de programas sociais e a ampliação do atendimento em saúde mental via Sistema Único de Saúde (SUS).
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trata o tema como questão de saúde pública e proteção do consumidor. O plano do candidato prevê a manutenção de mecanismos de controle de gastos nas plataformas e o aprimoramento das regras de concessão de crédito por bancos para evitar o superendividamento. Na saúde, propõe ampliar a atuação dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) do SUS para atender dependentes de apostas.
Flávio Bolsonaro (PL) propõe proibir que beneficiários de programas sociais utilizem esses recursos em apostas, argumentando que valores para alimentação e manutenção familiar não devem ir para jogos. O plano prevê que a Caixa Econômica Federal ofereça orientação financeira e campanhas educativas. Em julho de 2026, o Ministério da Fazenda bloqueou o acesso de 2,8 milhões de beneficiários do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) a sites de apostas.
Ronaldo Caiado (PSD) apresenta a proposta mais restritiva, defendendo a proibição total da publicidade de bets em redes sociais e veículos de comunicação de massa. O plano de Caiado sugere a criação de um teto de gastos para apostadores e a ampliação da atuação do Ministério da Segurança Pública contra plataformas ilegais, com foco no combate à lavagem de dinheiro e manipulação de resultados esportivos.
Romeu Zema (Novo), embora não tenha descrito a medida em seu plano de governo, defendeu a extinção das bets logo no primeiro dia de mandato durante sabatina a veículos de imprensa. Já Renan Santos (Missão) não apresentou propostas específicas sobre o setor em seus documentos de governo.

