Os candidatos ao governo de Minas Gerais estrearam nesta sexta-feira (28) no horário eleitoral da TV com estratégias divergentes. Enquanto alguns focaram em alianças com figuras nacionais, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro, outros apostaram em retrospectos administrativos e promessas de gestão.
O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) abordou a instabilidade de sua candidatura, que chegou a ser retirada pelo partido antes de ser retomada. Em vídeo gravado em casa, o parlamentar afirmou que tentaram fazê-lo desistir e prometeu a gestão mais justa e humana da história do estado, com a proposta de encerrar apreensões de veículos por atraso no IPVA.
O atual governador Mateus Simões (PSD), que detém o maior tempo de TV com 2 minutos e 46 segundos, admitiu que parte do eleitorado pode não conhecê-lo por ter assumido o cargo em abril, após a renúncia de Romeu Zema. Simões criticou a gestão anterior de Fernando Pimentel (PT), citando atrasos em salários de professores e policiais e repasses de saúde.
Na disputa da direita, o empresário Flávio Roscoe (PL-MG) apareceu ao lado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). O candidato utilizou o slogan “Minas é Flávio”, em referência ao senador Flávio Bolsonaro, que concorre à presidência do país.
O deputado federal Patrus Ananias (PT-MG) utilizou imagens de evento recente com o presidente Lula e relembrou sua passagem pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. O parlamentar criticou a atual administração estadual, com foco em problemas na saúde pública.
O ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), baseou sua propaganda nas obras realizadas durante sua gestão na capital, sob o lema “tem gente que fala, Kalil faz”. Já Gabriel Azevedo (MDB), ex-presidente da Câmara dos Vereadores, apresentou-se como uma opção diferente em relação aos demais adversários.

