Os planos de cinco presidenciáveis abordam o setor de óleo e gás com foco em gás natural e na transição energética. Os candidatos propõem estratégias para valorizar a commodity, manter a atuação da Petrobras e discutir o fortalecimento da energia nuclear.
O petróleo permanece relevante na balança comercial do país, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Tecnologia. As exportações de óleo cru cresceram 11,4% neste ano, atingindo 51,1 milhões de toneladas. A Petrobras anunciou a presença de hidrocarbonetos na bacia da Foz do Amazonas, indicando continuidade na exploração.
A transição energética foi tema comum entre os candidatos, citada 22 vezes nos planos analisados. Romeu Zema foi o único a propor explicitamente a ampliação da concorrência na Petrobras, sugerindo a “desverticalização” da estatal para permitir a entrada de novos competidores.
O professor Luciano Losekann observou que a proposta de Zema não é inédita, visto que a estatal já buscou essa separação de atividades, embora o monopólio sobre combustíveis persista. Zema também sugeriu impedir o uso político dos preços e flexibilizar exigências de conteúdo local, o que foi contestado por Alberto Fonseca.
Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado defendem o protagonismo da Petrobras, apostando no petróleo brasileiro enquanto avançam na transição. Renan Santos, do partido Missão, propõe marcos regulatórios para transmissão e exploração de hidrogênio verde e a fusão nuclear.

