Quatro dos seis presidenciáveis mais bem colocados em pesquisas alteraram seus marqueteiros antes do início da propaganda eleitoral. A mudança ocorreu por divergências sobre a atuação nas redes sociais e a forma de atacar os rivais, segundo relatos da imprensa.
Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Augusto Cury foram citados entre os que realizaram trocas. Flávio Bolsonaro também mudou o comando de comunicação duas vezes na pré-campanha, tendo Duda Lima como atual responsável. Paulo Vasconcelos deixou a equipe de Caiado, sendo substituído por Marcos Carvalho.
Sérgio Lima, que atuava com Zema, migrou para a campanha de Augusto Cury. Lima e Carvalho trabalharam anteriormente com Flávio Bolsonaro, focando em redes sociais. A campanha de Zema, por exemplo, é chefiada por Renato Pereira desde o ano passado, mas Zema prioriza críticas a Lula, o que gera atrito com Pereira, que sugere atacar Flávio.
Pessoas próximas a Augusto Cury indicam que a entrada de Lima visa adaptar a comunicação a um ritmo mais simples nas redes. Enquanto isso, o entorno de Flávio avalia que o candidato tem dificuldades em definir uma estratégia contra Lula, replicando modelos de campanhas anteriores.
Os profissionais com mais experiência, como Renato Pereira e Paulo Vasconcelos, criticam a adesão excessiva aos números de engajamento das redes. Outros setores, contudo, defendem que os candidatos precisam demarcar diferenças cedo para se destacarem no cenário polarizado.

