Ao menos 29 candidatos adotaram “Bolsonaro” como nome de urna para as eleições de 2026, segundo registros da Justiça Eleitoral. O grupo reúne familiares, aliados e admiradores, com a maior concentração de candidaturas no Partido Liberal (PL), que soma 20 dos 29 nomes registrados.
Os demais candidatos estão distribuídos entre os partidos Podemos, Novo, Agir, PP, DC e Democrata. A lista abrange diferentes cargos, incluindo Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, e Michelle Bolsonaro (PL-DF), que concorre ao Senado. Também disputam vagas Carlos Bolsonaro, Jair Bolsonaro e Rogéria Bolsonaro, mãe dos três filhos mais velhos do ex-presidente.
No estado de São Paulo, Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente, concorre a deputado federal. Já Marcelo Bolsonaro e Valéria Bolsonaro, primos de Jair Bolsonaro, disputam vagas na Assembleia Legislativa paulista.
Aliados sem o sobrenome no nome civil obtiveram autorização para usá-lo. Hélio Lopes (PL) concorre ao Senado por Roraima como “Hélio Bolsonaro”, enquanto seu filho disputa vaga na Câmara dos Deputados no Rio de Janeiro como “Jean Bolsonaro”. A lista cita ainda Bruno Bolsonaro Scheid, candidato ao Senado por Rondônia, e Renato Araújo do Bolsonaro, candidato a deputado federal no Rio de Janeiro.
Candidatos sem vínculo familiar também adotaram a marca. Vilmar Rigo (Novo-MT) concorre como “Bolsonaro da Shopee” e Francisco Olinda de Assis (PL-SE) usa “Bolsonaro Sergipano”.
A Justiça Eleitoral já barrou o uso do nome no Rio de Janeiro por considerar que havia risco de confusão entre os eleitores. O Ministério Público Eleitoral pode questionar nomes de urna que gerem dúvidas sobre a identidade do candidato ou que possuam caráter ridículo, irreverente ou ofensivo.


