A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) registrou o maior número de candidaturas indígenas nas eleições de 2026. Dos 20.506 pedidos, 191 foram de pessoas que declararam ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) descendência de povos originários.
O número de candidaturas representa o maior registro desde 2015, ano em que as declarações de cor e raça se tornaram obrigatórias, segundo a Apib. Apesar do aumento, os postulantes indígenas constituem menos de 1% dos concorrentes aos cargos em disputa.
Em comparação com as eleições gerais de 2022, houve um crescimento de quase 3%, quando foram registradas 186 candidaturas indígenas. O aumento em relação a 2014 é ainda maior, com um crescimento de quase 125% no número de postulantes.
O levantamento detalhou a distribuição por cargo: 99 candidaturas a deputado estadual, 75 a deputado federal, 4 a senador, 3 a deputado distrital, e 1º suplente. Candidatos vieram de 26 das 27 unidades da federação, sendo 41% (80) oriundos da Amazônia Legal.
O TSE informou que os postulantes pertencem a 64 etnias distintas. Os povos Macuxi, de Roraima, lideram com 13 candidaturas, seguidos pelo Guarani Kaiowá, com 12 candidaturas no Mato Grosso do Sul. Mulheres indígenas representam 44% dos candidatos originários, contra 35% das mulheres que concorrerão em 2026.


