A Casas Bahia, que solicitou recuperação judicial no dia dezesseis de agosto de dois mil vinte e seis, informou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que busca alternativas financeiras. A empresa negocia com agentes do mercado, mas nenhuma operação de captação foi contratada até o momento.
A nota enviada à CVM ocorreu em resposta a questionamento sobre uma reportagem. A companhia afirmou que avalia um conjunto de medidas para melhorar seu balanço e alongar o endividamento. Entre as opções estão a renegociação de prazos com fornecedores, a obtenção de recursos via transação tributária e a liberação de valores depositados em juízo.
O Grupo Casas Bahia divulgou, no balanço do segundo trimestre, um fluxo de caixa livre de R$ 1 bilhão e uma redução nos estoques de R$ 1,15 bilhão. A varejista também pretende reduzir o investimento em ativos e o custo estrutural, diminuindo pessoal e despesas, embora não tenha a dimensão exata desses cortes.
Antes do pedido de recuperação, a empresa fechou duzentas e noventa e oito lojas e demitiu cerca de mil novecentos funcionários. Renato Franklin, CEO do Grupo Casas Bahia, declarou que os fechamentos eliminaram lojas em situação crítica. Ele disse que a companhia priorizará margens de lucro nos canais online.


