A Casas Bahia, varejista, entrou com pedido de recuperação judicial no dia 16. Renato Franklin, CEO da empresa, afirmou que o processo não é o destino final, mas um instrumento para solucionar passivos estruturais e preservar o caixa da companhia.
A dívida declarada pelo grupo é de R$ 17,3 bilhões, e a empresa registrou prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre. Franklin atribuiu a decisão a mudanças no cenário macroeconômico, citando a alta dos juros, a guerra entre Estados Unidos e Irã e a volatilidade do período eleitoral.
Segundo o executivo, a medida permite captar crédito de curto prazo e monetizar ativos, fortalecendo a operação. A empresa informou também a demissão de cerca de três mil funcionários e o fechamento de quase trezentas lojas.
A administração declarou que a evolução operacional não foi suficiente para cobrir todos os passivos financeiros. O plano de transformação da Casas Bahia prevê priorizar canais de maior margem e reduzir o custo de financiamento. A empresa já havia reduzido as compras de estoque, o que afetou o caixa, mas também limitou a escala de operação.

