A Casas Bahia solicitou recuperação judicial no domingo, dia dezesseis de agosto de dois mil vinte e seis. O grupo visa renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas. A medida ocorre após a empresa enfrentar uma crise que se prolonga desde dois mil e vinte e dois, segundo informações de veículos de comunicação.
A companhia citou a deterioração das condições econômico-financeiras como motivo do pedido. O grupo aponta um ambiente macroeconômico desafiador, caracterizado por juros altos, restrição de crédito e pressão sobre o consumo. A redução do poder de compra da população também foi destacada como fator que contribuiu para os prejuízos.
Em dois mil e vinte e quatro, a Casas Bahia havia entrado com um processo de recuperação extrajudicial, que foi resolvido por negociações com credores. Mesmo assim, as despesas elevadas continuaram impactando o balanço da varejista. Apenas no segundo trimestre deste ano, a empresa registrou prejuízo líquido de 10,1 bilhões de reais.
Como parte do plano para reduzir despesas, a Casas Bahia fechou 298 lojas. O pedido judicial incluiu uma liminar para suspender o vencimento antecipado de dívidas e impedir que transportadoras retenham produtos destinados à venda da empresa.


