A Casas Bahia fechou duzentas e noventa e oito lojas entre quinta-feira, dia 13, e sexta-feira, dia 14. A medida representa quase 30% das unidades da empresa no país. Com o corte, cerca de 1,9 mil funcionários foram demitidos, embora esse número possa alcançar três mil, segundo informações de veículos de comunicação.
O corte de lojas no Rio de Janeiro pode chegar a oitenta unidades, um número superior à previsão inicial de trinta unidades para o estado. A empresa não confirmou oficialmente a quantidade de fechamentos no Rio de Janeiro. A crise da companhia também se reflete no mercado financeiro. As ações da Casas Bahia (BHIA3) atingiram R$ 0,64 nesta sexta-feira, após cair 1,54% no dia. O papel perdeu cerca de 80% do valor em 2026, tendo sido negociado a R$ 1,08 em 14 de julho.
A situação financeira da companhia piorou. Nos primeiros três meses de 2026, a Casas Bahia registrou prejuízo de R$ 1,06 bilhão, mais que o dobro dos R$ 408 milhões apurados no mesmo período de 2025. No ano passado, o prejuízo acumulado chegou a aproximadamente R$ 3 bilhões. A empresa vinha reduzindo sua rede, com vinte e seis unidades a menos nos doze meses encerrados em março, somando fechamentos de Casas Bahia e Ponto Frio.
Em paralelo aos fechamentos, a Casas Bahia busca fortalecer as vendas digitais. No primeiro trimestre, as vendas pela internet de produtos próprios cresceram 26%, enquanto as vendas em lojas físicas caíram 1,8%. A receita bruta da empresa subiu 6,4%, totalizando R$ 8,8 bilhões, com margem bruta de 30,3%. A companhia também tenta melhorar o caixa negociando prazos maiores com fornecedores.


