A Casas Bahia protocolou pedido de recuperação judicial para renegociar dívidas de R$ 17,3 bilhões. A varejista planeja ajustes no marketplace e negocia um empréstimo para enfrentar a crise financeira, segundo o CEO Renato Franklin.
Em teleconferência com analistas de mercado, o executivo afirmou que parte do plano de transformação envolve mudar os canais digitais para priorizar vendas mais rentáveis. A empresa possui sites e aplicativos próprios, mas também vende em plataformas parceiras como Mercado Livre e Shopee.
As vendas orgânicas, aquelas realizadas diretamente nos canais da rede, mostram maior rentabilidade. Por isso, o grupo decidiu reduzir operações digitais caras e usar marketplaces, onde o custo de comissão é menor do que o gasto com tráfego próprio.
A estratégia também inclui a redução de descontos e o aumento de preços, visando ajustar a demanda ao tamanho de operação adequado. A companhia também busca crédito na modalidade DIP, que garante aos credores prioridade no recebimento.
Pessoas ligadas à empresa indicam que há negociações com instituições financeiras para um crédito de R$ 1 bilhão. A recuperação judicial visa a continuidade das operações, segundo o diretor.


