O Grupo Casas Bahia promoveu mudanças na alta cúpula executiva e no conselho de administração em resposta à crise financeira. A companhia, que busca estancar dívidas bilionárias, também encerrou atividades em quase trezentas unidades.
No domingo, Fábio Spina deixou a Vice-Presidência Jurídica e Tributária da empresa, cargo que ocupava desde dois mil e vinte e quatro. A partir desta segunda-feira, Sírley Lima assumiu a liderança do departamento jurídico, de compliance, controles internos e tributário. Spina continuará atuando na empresa como consultor.
O conselho de administração também registrou a saída de dois conselheiros, Jackson Schneider e Rogério Calderón. A varejista decidiu não preencher os assentos vagos no colegiado, redistribuindo as funções dos comitês entre os membros restantes. Schneider permanece na coordenação do comitê de auditoria, riscos e compliance.
A reformulação ocorre após o grupo apresentar resultados financeiros do segundo semestre de dois mil e vinte e seis. A holding registrou prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões, elevando o saldo negativo anterior de R$ 555 milhões. O endividamento total declarado soma R$ 17,3 bilhões.
O plano de reestruturação incluiu o fechamento de 298 pontos de venda, o que representa 28,7% da rede física. O desligamento inicial foi de mil e noventa trabalhadores, mas entidades sindicais estimam que os cortes podem alcançar três mil vagas.

