O Grupo Casas Bahia protocolou um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo. A medida visa reorganizar as finanças e renegociar dívidas das lojas de varejo e outras empresas do grupo. O pedido foi feito após o grupo registrar prejuízo superior a R$ 10 bilhões no segundo trimestre deste ano.
O processo, protocolado no Foro Central Cível, inclui a Bartira, fabricante de móveis, e outras companhias de logística e tecnologia ligadas à companhia. Segundo o grupo, a decisão foi aprovada pelo Conselho de Administração e pelo acionista controlador.
A companhia informou que a crise financeira decorre da piora do cenário econômico, marcada por juros altos e restrição ao crédito. O prejuízo de mais de R$ 10 bilhões foi atribuído ao plano de redimensionamento, que envolveu o fechamento de 298 lojas no país.
Apesar da solicitação judicial, a Casas Bahia afirmou que manterá o funcionamento de seus canais de venda. Em paralelo, o grupo anunciou mudanças na liderança. Sírley Lima assumiu as áreas Jurídica, Tributária, Compliance e Controles Internos, substituindo Fábio Spina.


