A Casas Bahia solicitou recuperação judicial na noite de domingo, dia dezesseis. O CEO da varejista, Renato Fraklin, disse em teleconferência nesta segunda-feira, dia dezessete, que o processo assegura a continuidade da operação e permite renegociações.
Fraklin explicou que o Plano de Transformação Fase 2 foca na reformulação de passivos para proteger o caixa da empresa. Ele afirmou que a recuperação judicial é um instrumento para fortalecer a continuidade da operação, e não um sinal de fim, dizendo que há apenas um ajuste de rota, sem mudança de destino.
A empresa enfrentou um cenário macroeconômico pior que o previsto, impactado pela guerra, que gerou pressão inflacionária e afetou a curva de juros. O executivo também mencionou as turbulências eleitorais como fatores que apertaram o cenário financeiro.
O plano de transformação inclui o fechamento de lojas menos rentáveis, aumento da rentabilidade nos canais online, venda de ativos e redução do custo estrutural. O CFO da companhia, Elcio Ito, declarou que a melhora na margem depende de um cenário macroeconômico mais favorável.


