O Grupo Casas Bahia protocolou, na noite de domingo, dia dezesseis, um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo. A medida abrange a companhia e outras nove empresas do grupo. O objetivo é reorganizar as finanças e renegociar aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas.
A solicitação foi apresentada ao Foro Central Cível de São Paulo. Segundo a empresa, o pedido obteve aprovação do Conselho de Administração e do acionista controlador. A companhia afirmou que manterá as atividades durante o processo, com lojas físicas e comércio eletrônico funcionando normalmente.
A recuperação judicial ocorre após cerca de três anos de tentativas de reorganização. Em 2023, a Casas Bahia iniciou um Plano de Transformação, que incluiu o fechamento de cinquenta e cinco lojas deficitárias. Em 2024, a empresa recorreu à recuperação extrajudicial, renegociando cerca de R$ 4,1 bilhões em dívidas com instituições financeiras.
A empresa atribuiu o novo pedido ao agravamento das condições financeiras, citando juros elevados, restrição ao crédito e redução do consumo. Nos últimos meses, a companhia buscou financiamento em investidores no Brasil, Estados Unidos e Europa, mas as negociações não avançaram.
No mesmo dia do anúncio, a Casas Bahia divulgou prejuízo contábil de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026. Apesar do resultado negativo, a receita líquida cresceu 1,6%, atingindo R$ 6,98 bilhões. As vendas pela internet aumentaram 15,3%, totalizando R$ 2,8 bilhões.

