A Casas Bahia registrou prejuízo superior a R$ 10 bilhões no segundo trimestre. O resultado reflete o impacto de um plano de redimensionamento operacional que incluiu o fechamento de 298 lojas. A companhia não descartou a necessidade de buscar recuperação extrajudicial ou judicial.
A empresa divulgou o balanço na madrugada deste domingo. Segundo a companhia, o resultado líquido foi afetado por efeitos contábeis não recorrentes, totalizando R$ 9,1 bilhões, sem impacto no caixa no trimestre. O plano de transformação começou em 2023 e visa melhorar a eficiência e a geração de caixa.
A administração afirmou que o cenário macroeconômico e o crédito mais restritivo aceleraram a necessidade de reduzir o parque de lojas. O fechamento das lojas deficitárias busca elevar a média do parque remanescente em 1,4 p.p., e a participação do carnê deve subir de 5,0 para 6,0 p.p. nas lojas restantes.
A nova fase do plano inclui reorientação dos canais digitais e redução de custos. A empresa também tentou captar recursos internacionais, mas a operação não foi concluída devido à desistência do investidor âncora. Outras alternativas de empréstimos ponte também não se concretizaram no cronograma.


