A Casas Bahia fechou o segundo trimestre de 2026 com prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões. A varejista anunciou a possibilidade de entrar em recuperação judicial ou extrajudicial diante da pressão financeira. O resultado negativo foi influenciado por eventos não recorrentes e custos de capital no Brasil.
O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 1,278 bilhão no trimestre, comparado a R$ 1,147 bilhão no segundo trimestre de 2025. A empresa informou que R$ 9,1 bilhões foram impactados por baixa de ativos, gastos com reestruturação e contratos não performados. Apesar do prejuízo, a receita líquida da companhia cresceu 1,6%, totalizando R$ 6,97 bilhões.
Em relatório, a Casas Bahia justificou o cenário adverso citando um ambiente de crédito restritivo e um contexto macroeconômico pior que o previsto. A empresa intensificou o redimensionamento, priorizando canais e categorias com maior margem. Isso inclui o fechamento de 298 lojas e a adequação do quadro de funcionários.
O balanço mostrou que a companhia tinha 30.117 colaboradores em junho, uma redução de 1.622 pessoas em relação ao início do ano passado. A administração continua avaliando medidas operacionais e financeiras, incluindo a reorganização formal de passivos, como uma possível nova recuperação extrajudicial ou judicial.


