O Grupo Casas Bahia encerrou o segundo trimestre de 2026 com prejuízo líquido ajustado de R$ 978 milhões. O valor representa um aumento de 76,2% comparado aos R$ 555 milhões negativos registrados no mesmo período de 2025. A companhia também contabilizou um prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões.
A queda no EBITDA ajustado foi de 9,4%, totalizando R$ 518 milhões no trimestre. A receita líquida da varejista subiu 1,6% em um ano, atingindo R$ 7 bilhões, e o lucro bruto cresceu 10,9%, chegando a R$ 2,3 bilhões, segundo a empresa. A margem bruta ficou em 32,9%.
O resultado negativo foi influenciado por diversos fatores contábeis. Foram registrados R$ 9,1 bilhões em efeitos não recorrentes ligados à segunda fase do Plano de Transformação. Além disso, o balanço incluiu R$ 5,7 bilhões referentes ao Imposto de Renda diferido e R$ 1,8 bilhão em contingências contratuais.
Apesar do cenário de prejuízo, a companhia registrou fluxo de caixa livre de R$ 800 milhões no período, contra R$ 173 milhões no segundo trimestre de 2025. A dívida líquida diminuiu R$ 3,8 bilhões em um ano, e a relação dívida líquida com EBITDA ajustado recuou de 2,2 vezes para 0,5 vez.


