A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) buscou diálogo com o governo federal sobre os contratos do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). A entidade alega que o aumento dos custos dos materiais ultrapassa os valores fixados nos acordos, afetando famílias de baixa renda.
Durante a apresentação de dados do setor no segundo trimestre, o presidente da CBIC, Eduardo Almeida, informou que a principal preocupação é o desequilíbrio entre o custo dos insumos e os preços contratados. Segundo Almeida, a escalada de custos ganhou força após conflitos internacionais no Oriente Médio e segue pressionando o mercado.
A CBIC avalia que o cenário atual pode reduzir a atratividade de novos empreendimentos para a faixa de menor renda se não houver mecanismos para absorver o aumento de custos. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 6,44% em doze meses até julho, superando a inflação oficial de 4,44%.
O Custo Unitário Básico (CUB Brasil), indicador da CBIC, avançou 7,06% em um ano até junho. A pressão se manifesta tanto na mão de obra, que subiu 6,33%, quanto nos materiais, que tiveram alta de 7,92%. O fio de cobre, por exemplo, teve seu preço médio elevado em 21,35% no mesmo período.

